Por Que Recitamos o Credo Apostólico?
O Credo Apostólico foi um instrumento pedagógico desenvolvido pela igreja antiga entre os séculos II e VII a.D. para resumir o conteúdo central da fé cristã, a fim de ensiná-la aos iniciantes nesta fé e defendê-la das heresias que assolaram a igreja naquele período. Desde então, a Igreja tem feito uso contínuo do Credo Apostólico na instrução dos candidatos ao batismo e também na celebração dominical da morte e ressurreição do Senhor Jesus Cristo.
É importante ressaltar que o Credo é um excelente servo, mas um péssimo mestre na educação cristã. Ele não serve como substituto para o estudo das Escrituras Sagradas – a regra final de fé e prática da Igreja – mas sim como auxílio na compreensão do Deus revelado nos escritos dos profetas e apóstolos. Esta é a confissão de fé mais usada na adoração pública da Igreja Cristã Ocidental. Suas doutrinas centrais são a Trindade e a Encarnação do nosso Senhor Jesus Cristo.
Talvez a versão mais antiga escrita do Credo, aparentemente usada pelos candidatos ao batismo nas igrejas locais (Roma principalmente), é a versão chamada “Hippolytos” (Credo Interrogativo de Hipólito, 215 a.D.) em formato de perguntas e respostas. A forma atual foi primeiramente encontrada nos escritos de Caesarius de Arles (542 a.D.). Embora a versão histórica tenha sido extensamente confirmada e traduzida, o nome permanece até hoje.
